segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Eu cá sou como o Garfield e odeio segundas feiras

Estamos no início da semana dois da maldita dieta! Coisas fantásticas estão para acontecer – ou não. Veremos. Mas, antes disso, resumo do fim-de-semana:  
·        Sábado – Pão de sementes com queijo fresco de barrar ao pequeno-almoço; bifinhos de frango com caril e batata-doce ao almoço, seguidos de gelatina 0 açúcares com natas de soja, amoras e morango. Lanche - aqui é que foi a desgraça – gelado de pistaccio e gianduia da Nanarella <3. Era epicamente grande e delicioso e eu devorei-o como se a minha vida dependesse disso – no shame. Ao jantar, massa de arroz com vegetais e molho de soja – nada demasiado intenso.
·        Domingo – Pão de alfarroba com queijo fresco de barrar ao pequeno-almoço outra vez, porque sou uma moça extremamente original. Almoço: cachorro gigantesco com batatas fritas no Frankie. Eu sei, eu sei que devia sentir-me culpada uma vez que só neste almoço aspirei uma quantidade de calorias suficiente para alimentar uma família inteira, mas se querem saber, não sinto nem um pinguinho de culpa. Nem um! Ao jantar, bacalhau desfiado com cebola, pimento, salsa e tomate, acompanhada de… rodelas de pepino, foi o reinício do meu calvário. E sim, confesso, antes de jantar bebi um gin tónico.
E com isto dou por mim, então, na segunda-feira. O início foi fácil, nada de novo, pffft, já fiz isto a semana passada.
Pequeno-almoço: Pão escuro com uma fatia de queijo e uma de mortadela de peru, um copo de água e um café. A meio da manhã comi uma mação, porque sou muito bad-ass!
Cafés: Variadíssimos! Toda eu sou café – não sei como ainda não me saltou um olho da órbita e se pôs a correr na direcção do sol-posto.
Almoço: O mesmo bacalhau do jantar de ontem, acompanhado por 2 ovos cozidos (sim, dois, ai o meu colesterol etc., etc.) e uma salada, desta vez de alface+tomate+pepino, em mais uma ode à minha florescente criatividade.
Meio da tarde: Um queijinho e uma cenoura, até agora. Mas quer parecer-me que ainda vou ali comer uma gelatina só para fazer de conta que é um doce.
QUERO TANTO UM CROISSANT COM CHOCOLATE QUE MATAVA POR ISSO.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eu cá sou como a pêga

Cara única seguidora, pessoas que dão com este blog acidentalmente, ninguém: este será um post que não fala sobre comida.
A dieta corre bem, obrigada. Mas o que eu queria hoje partilhar aqui é a herança genética que partilho com essa nobre ave, a pêga.
*Inserir piada básica acerca de pêga ser um eufemismo comum para prostituta.*
*Rir baixinho com a própria piada.*
*Tossicar.*
Ora a pêga, esse bonito animal, que além de serNew-York chic por causa do modelito preto se conta entre as aves mais inteligentes do Mundo, tem a particularidade de ser completamente obcecada com objectos brilhantes. Em nome do amor ao glitter e sem se incomodar com a fama de gatuna e materialista que as inimigas lhe atribuem , vive em busca de traquitana para alindar o seu ninho: caricas, moedas, fios brilhantes, papeis de rebuçado, tudo serve pra dar aquele toquezinho de glamour à morada do bicho.
Ora atenta no olhinho da bicha a rebrilhar ali na imagem em baixo: claramente avistou uma embalagem de Bollycao ao contrário, e está já a imaginar o design das cortinas.
Ora eu sou como a pêga.
E já era assim com dez anos, quando a minha pobre mãe caiu na asneira de me oferecer uma espécie de creme de brilhantes azulados com estrelas prateadas – um sonho! Era como ter um passaporte para ser uma sereia quando me apetecesse – e obviamente, apeteceu-me todos os dias sem excepção até terminar o boião. Durante meses a fio, lá ia eu para o colégio com as pálpebras orgulhosamente barradas de purpurinas e estrelinhas, a sentir-me mágica e espetacular.
Como podem imaginar, os mais contentes com isto foram os meus colegas. Pois haverá melhor presente pra uma cambada de putos do 5º ano do que uma fonte inesgotável de gozo? Claro que não.  
Ainda hoje, não posso entrar numa loja que não vá a correr histericamente para a primeira prateleira que tenha items prateados, dourados ou brilhantes. O pior é que esta corrida é, regra geral, acompanhada de gritinhos histéricos e rápidas contas de cabeça, na tentativa de encontrar rendimento disponível para desperdiçar no dito item brilhante.
Tenho inclusivamente amigas que, já conhecedoras desta faceta do meu ser, me agarram no braço nestes momentos e dizem, em tom conciliador:
_ I, não te enerves, mas estão ali coisas douradas. Calma.
Mas a taxa de sucesso destes fraternais conselhos é próxima de zero. Como resultado, tenho de momento 4 t-shirts prateadas, 2 tops dourados e 2 sandálias com glitter.  
Hoje cheguei ao trabalho com uma t-shirt prateada e a minha chefe pergunta : ‘ Onde é a festa?’. Estive quase para perguntar se ela queria um convite paraa festa mas achei melhor não.
A mesma t-shirt prateada encheu-me a cadeira de escritório de purpurinas aqui há umas semanas. E diz uma colega minha, de sorriso aberto:
- Agora sim, I. Maria, essa é a sua cadeira!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

post abaixo é de ontem, que escrevi e me esqueci de publicar – clássico.
Hoje infelizmente não me sinto capaz sequer de tentar ter piada uma vez que estou enjoada e com dores de barriga, brinde do jantar maravilhoso e mega picante de ontem no chinês clandestino.
Mas não pensem que pequei, não! Jantei camarão picante e couve salteada! O que, em retrospectiva, não foi uma ideia assim tão boa quanto isso. A minha barriga acabrunhada que vos diga.
Também não furei a dieta ao lanche, muito embora tenha tremido de inveja quando a Daisy entra na Padaria Portuguesa e, toda afoita, pede um croissant misto com manteiga e um sumo de laranja… Foi uma provação que superei graças ao meio frasquinho de tremoços que aspirei acompanhado por uma fatia de fiambre que ela, amorosa, me deu.
O pior foi o copito de vinho tinto à refeição. Mas também foi só um, e assim como assim podia ter sido muito pior.
Fiquem com o calvário de ontem, e eu juro que mal esteja melhor venho aqui arengar outra vez.
“Vá malta, (quer dizer, única seguidora) hoje vamos fazer as coisas de outra maneira, tá?
Em vez de chegar às três e tal e despejar um balde de queixumes, vou executar o dumping de queixumes a conta-gotas.
09:42 – Acabei de comer o pequeno-almoço, um pão de sementes, meio queijo fresco e uma fatia de fiambre de perú. Fiquei com fome, claro. O que só vem reforçar a já conhecida noção de que sou uma debulhadora com pernas :D.
Além disto, decidi adicionar uma maçã por manhã, porque senão sou demasiado infeliz e não há-de ser por aí que o gato vai às filhós, filhoses, ou lá como se diz.
Veredicto:  EU AMO PÃO. PÃO FOREVER.
Cafés até agora: um, e não chega. Agora com licença, que vou esbardalhar com a testa no teclado, tal é o sono que me acossa.
12:00 – Abro o tupperware (dos fancy, de vidro!) junto a umas colegas, que arregalam os olhos de incredulidade. Salteado de couve com pimento e cebola, frango de churrasco (restos do almoço do B no domingo) e uma fatia de queijo magro em cima e uma água das pedras. Estou cheia de fé, não estou com fome, é agora que isto engata!
14:00 – Uma amiga manda-me mensagem a perguntar se quero ir beber copos mas a cerveja engorda. É a segunda vez desde ontem que alguém me desafia para cervejas e começo a desconfiar que haja uma cabala universal para me manter gorda.
15:00 – Um amigo pergunta-me se esta dieta ‘é legal’ e aconselha-me a ‘não me matar’. Isto é que é reforço positivo!
15:05 – Vou mandar isto tudo prá viola e comer uma pratada de arroz! A minha colega falou-me agora de arroz de passas e quero chorar.
16:00 Já comi uma gelatina com iogurte e estou a MORRER de fome. É bom que esta porra de dieta funcione caso contrário vou entrar em berzerk. Pedi à minha colega que foi lanchar que me trouxesse um iogurte, mas honestamente o que me apetecia era um pão com manteiga… vamos não pensar nisso, por favor.
Cafés: 3, perfazendo um total de meio pacote de açúcar. Not bad.
Mas vá, há coisas piores.”

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ora, estamos no dia #2, o qual para ser honesta está a ser significativamente menos espectacular que o dia #1.
Ontem ao jantar, após uma épica caminhada com uma amiga – parecendo que não, ainda foram 10 km! – dediquei-me à bonita arte da cozinhação.  
Não tinha grande leque de vegetais à escolha porque, por ser feriado, a frutaria do bairro não abriu. Assim, vi-me forçada a cometer um dos maiores pecados do Livro das Pessoas que Gostam de Vegetais : comprá-los no Continente. Digam-me o que quiserem, odeio vegetais do Continente – têm todos um ar amassado e deprimido, estão quase sempre cravejados de moscas, sabem a água e são, na generalidade, foleiros. Porém, em tempo de guerra qualquer buraco é trincheira: tive de me resignar a lá ir safar um saquinho de salada e dois tomates que eram os únicos que pareciam não estar perigosamente enfermos.
Quando cheguei à cozinha e avaliei a situação, decidi usar um dos tomates para fazer salada para o almoço de hoje e guardar o outro. Apetecia-me *inovar*, por isso saquei de uma embalagem de Konjac (ou slim pasta) que lá tinha no fundo de um armário, e fazê-lo com carbonara de abacate, para dar uma gracinha. A isto juntei um bocado de pescada grelhada com limão, et voilá!
Não ficou horrível, de modo que trouxe o mesmo para o almoço, muito bem acondicionadinho numa caixinha dentro da lancheirinha.
*Momento revelação*: Konjac é absolutamente detestável. Cheira a peixe podre de tal modo que é preciso passar água durante um minuto antes de remover a mola da roupa do nariz em segurança. Quanto à textura, nem vale a pena descrevê-la. Fiquem só a saber que faz-me recordar a infância, mais especificamente a cena do Rei Leão em que o Simba diz “Viscoso, mas gostoso!”. Dito isto, se for bem disfarçado, come-se. E comeu-se!
Fast forward para o dia de hoje:
·        Pequeno-almoço: Omolete (1 ovo + 1 clara) + restos da pasta de abacate do jantar + 1 fatia de mortadela de peru;
Veredicto: Enjoo para o dia todo. Enjoo, dor de barriga, enjoo, etc.
·        Cafés: 3 até ao momento. O meu estômago não está a tolerar qualquer tipo de contacto com o mundo real.
·        Água: eu sei lá – litros? Bué d’água.
·        Água das pedras: uma, ao almoço, numa tentativa frustrada de acalmar o Kraken com TPM que decidiu acampar nas minhas entranhas.
·        Almoço: Algum dia eu ia repetir a dose de ontem?! NEM PENSAR. Em momento de desespero, fui à rua e comi uma sopa miso + salada de couve crua com salmão cru e ovinho de codorniz (este sim, cozido, que a minha apetência para a dieta crudívora não vai tão longe).
Veredicto: Super bom, claro. Mas não apreciei devidamente porque a) doía-me a barriga e b) espetei uma nódoa de molho de soja no meu vestido vermelho novo.
Repito : espetei uma nódoa de soja no meu vestido vermelho novo.
*emoji a chorar*
Até agora está a ser um dia espectacular.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Começa hoje a minha dieta número 36564613168,57255.
Durante 15 dias, duas semanas, 30 x 12 horas, uma eternidade, nada de hidratos de carbono aqui pra menina, ah pois é.
Toma, que é para aprender a não encher a cara de bolo mármore coroado a fruta e empurrar com um pastelinho de Vouzela! Toma, que é para aprender que de nada serve comer quinoa ao almoço para depois aspirar em tempo record um gelado cheio detoppings depois do jantar. Toma, que é para aprender que quando se nasce sob o signo da esfera não se pode malhar pacotes de batatas fritas como se elas fossem um campo de milho e nós a debulhadora.
Querida dieta, espero conseguir ser-te fiel. Darei o meu melhor por ti, por mim, por nós.
Juro!, as outras dietas não significaram nada para mim.
Desta vez é que é sério.
De modo a manter a minha fidelidade, vou tentar (tentar!) manter aqui um log diário do que como. É extremamente desinteressante? Talvez não malta, talvez não….
Ora hoje, 15/08/2016 é o Dia #1 , são praí 15:30 e aqui vai a lista do meu consumo calórico até ao momento:
·        Aveia com leite de amêndoa e canela ao pequeno-almoço.
Veredicto : HORROROSA. Eu até costumo comer aveia, mas em versão tunning: com fruta e iogurte e frutos secos e tal. Aveia nestas condições, é pior que o porridge que davam ao desgraçado do Oliver Twist. É criminoso. É matéria de estudo por parte da Amnistia Internacional.
·        Hambúrguer grelhado com salada e uma fatia de queijo light.
Veredicto: Comeu-se. Porém, no interesse da honestidade e da transparência, vale a pena referir que chamar salada àquela mistela de tomate, pepino e abacate, que eram os 3 vegetais desgarrados que sobreviveram ao fim de semana no fundo do meu frigorífico, é no mínimo dourar a pílula.
·        Água : mil litros. O que obviamente resultou em mil xixis – a malta do trabalho qualquer dia acha que tenho uma doencinha do foro renal.
·        Cafés: 4 so far. Mas com açúcar, que uma gaja não é de ferro. Nos quatro no total, usei menos de um pacotinho e se querem saber sinto-me a maior.
Mentira. Sinto-me um bocado azamboada, mas deve ser da falta de açúcar no sangue, ‘tá-se bem.
Wish me luck!